Tema 22/2020 - Consumo de carne

Retirada de Imagine.com


 A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “O consumo de carne como questão social: a importância de se discutir os hábitos alimentares na sociedade atual”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

TEXTO I

Disponível em: http://revistavegetarianos.com.br/noticias/vegetarianismo-em-quadrinhos/

TEXTO II

O mapa da carne

O assunto é polêmico. Há quem diga que não existe nada mais triste que comer sem carne. Outros consideram a mortandade de animais para consumo uma insanidade. ONG apresenta dados que mostram o quanto este assunto é difícil de digerir.

Fundação Heinrich Böell e a ONG Friends of the Earth acabam de lançar o Atlas da Carne. Este é um panorama ilustrado das tendências globais de consumo de carne. O estudo é sério, mostrando a situação em todo o mundo ao reunir informações da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento EconômicoOrganização Mundial de Saúde e da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), entre outros.

Como podemos ver nos gráficos a seguir, o Hemisfério Norte lidera o consumo, sendo seguido de perto pelo resto do mundo. As projeções do aumento da população implicam em uma produção ainda maior, o que implica em mais desmatamento para a formação de pastos, o uso indiscriminado de hormônios nas criações e preocupações sobre como estes animais estão sendo tratados.

Acompanhe a seguir alguns dos cenários estudados, com respectivos comentários que, já na próxima refeição, vão nos fazer repensar.

Este gráfico mostra a produção de carne ao redor do mundo. Muito embora a produção de gado nos Estados Unidos e Europa mantenha-se elevada, também o são os custos envolvidos, como ração, energia e o preço da terra. Suínos e aves ganham espaço exatamente por sua produção não precisar de muito. 

A demanda global por carne está crescendo, particularmente na China e Índia, onde podemos ver um aumento de 80% no setor em 2012, graças ao surgimento de uma nova classe média (fenômeno também observado no Brasil).

A partir dos anos 1950, a produção e consumo de carne no mundo industrializado aumentou radicalmente. De um modo geral, o consumo parece ter estagnado. Nos Estados Unidos, a queda foi de 9% entre 2007 e 2012, graças às novas tendências alimentares e o aumento da preocupação das pessoas com a origem da carne.

A produção de carne de aves para consumo tem aumentado consideravelmente. Até 2020, a produção chinesa deve crescer 37%; a brasileira, 28% e, nos Estados Unidos, 16%. Na Índia, é esperado um consumo 10 vezes maior, chegando a 10 milhões de toneladas até 2050.

Uma das razões da carne de frango ser tão popular é seu preço. Sua produção gera menos custos porque aves são mais eficientes em comer que outras criações, como o gado. Influencia também o fato de a carne de frango não sofrer nenhuma restrição religiosa. Em 2011, foram mortas 58 trilhões de galinhas em todo o mundo – em comparação, no mesmo período foram mortos 1,4 trilhões de porcos e 300 milhões de vacas.

Mesmo com a divulgação dos benefícios destas dietas, apenas um pequeno percentual de pessoas  nos Estados Unidos e Europa declaram-se vegetarianos ou veganos. Este hábito é bem mais popular na Índia, já que o Budismo e o Hinduísmo acreditam na vida após a morte e, por isso, pregam a não-violência – o que faz com que as populações com estas orientações religiosas restrinjam seu consumo de carne morta.

Eficiência alimentar: Encarar a carne como fonte prioritária de proteína é um fator cultural. Outros povos consomem insetos e algas para compensar a baixa ingestão do nutriente –  como já vimos em matéria anterior. Enquanto uma vaca inteira oferece 40% de proteína, em um grilo é possível encontrar até 80%.

Disponível em: http://luciliadiniz.com/o-mapa-da-carne/ (Adaptado)

TEXTO III

Um dia sem carne, um dia para repensar o consumo

A produção de proteína animal tem um efeito devastador sobre o meio ambiente. No Brasil, só a pecuária é responsável por pelo menos 60% do desmatamento da floresta amazônica e por boa parte das emissões dos gases de efeito estufa. É por isso que uma das formas mais eficientes de proteger o planeta é repensar os hábitos de consumo e reduzir a ingestão de alimentos de origem animal.

Greenpeace está orgulhoso de fazer parte do Dia Mundial Sem Carne, que acontece hoje, 13 de junho. O objetivo é alertar sobre o impacto gerado pela produção de carne em nosso planeta e aumentar o conhecimento das pessoas sobre o consumo responsável.

Imagine só: no Brasil, a produção de apenas 1 kg de carne bovina exige mais de 165 m2 de pasto. Isso equivale a mais de 6.500 m2 de terras por ano para cada brasileiro apenas para a produção de carne bovina – que é quase um campo de futebol!

A ideia desta data é que cada um fique sem comer carne por um dia inteiro e reflita sobre tudo o que ela causa no mundo.

Dá uma olhada nesses impactos:

  • Ficar apenas um dia sem comer carne é o mesmo que poupar água suficiente para o uso diário de nove pessoas.
    • Segundo a ONU, em 2050 o planeta terá nove bilhões de habitantes. Se quisermos responder a essa demanda por carne seguindo os mesmo padrões de consumo atual o resultado será a destruição total das florestas da água e do solo pelo avanço da pecuária.
    • Comer menos carne significa também colaborar com a proteção da Amazônia, já que a pecuária ainda é o principal motivo de desmatamento.
    • Quanto mais carne se come, maior é a expansão da produção de soja e milho, responsável por 55% dos agrotóxicosaplicados no Brasil e voltada principalmente para a exportação e alimentação animal.

Agora imagina o impacto positivo se milhões de pessoas ao redor do mundo aderirem ao Dia Mundial Sem Carne!

Disponível em: http://www.ihu.unisinos.br/78-noticias/556382-um-dia-sem-carne-um-dia-para-repensar-o-consumo (Adaptado)

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